O mundo do vôo simulado ou virtual, sai-se um pouco dos jogos ordinários de computador. Para participar é necessário ter uma série de conhecimentos que não são necessários nos jogos habituais para PC.
Desde faz anos a empresa de desenvolvimento de software Microsoft Corporatión começou a trabalhar num programa de simulação de vôo. Com o passo do tempo e a chegada de novas versões, esse programa atingiu uns níveis de perfeição realmente bons, além desse programa básico, outras empresas foram preparando como complemento (diversos tipos de aviões, cidades, aeroportos, etc.). Os meios atuais - usando por exemplo fotos realizadas desde satélites- facilitam a criação de uns palcos virtuais que teriam sido impensáveis faz só uns poucos anos.
Normalmente o vôo virtual se faz em Rede. Há diversas redes às que conectar-se ainda que as principais são International Vitual Aviation Organization (I.V.A.O.) e Virtual Air Traffic Flight Simulation Network (V.A.T.S.I.M), já que concentram à maior quantidade de usuários e, portanto de tráfico. Nessas redes, as aeronaves se vêem umas a outras e por meio de um programa de voz, pode-se falar com os que participam, tanto no papel de pilotos de outros aviões como de controladores do tráfico aéreo.
A ficção está tão cerca da realidade que, por exemplo, o que faz de controlador pode ser de terra (GND), de torre (TWR), de aproximação (APP), de saídas (DEP), ou de controle geral (CTR). E para poder participar em cada uma dessas categorias há que passar uns exames teóricos e práticos. Para participar como piloto, convém cadastrar-se em alguma das compañias virtuais existentes ainda que não é absolutamente necessário. Uma vez que nos cadastramos numa compañia, esta nos avaliará para conhecer o nível conhecimentos aéreos, e nos atribuirá vôos, ao princípio locais, regionais, nacionais, continentais e intercontinentais.
O usuário piloto terá de preparar, igual que na aviação real, um plano de vôo (FP), em que deve de constar a origem, destino, saída instrumental (SID), nível de vôo, aerovías, VOR's, NDB's, interseções (ISEC) e velocidade (Speed). Uma vez preparado o plano de vôo, o usuário o tem de enviar ao controlador de sua zona de saída para sua autorização, e por meio de voz ou do chat solicitará as permissões necessárias, o controlador a sua vez nos autorizará a carretear a cabeceira de pista (TÁXI), espera (Holding Point), despegue imediato (TAKEOFF), uma vez no ar, nos indicará o controlador que nos levará em nosso vôo, bem como a freqüência na que está trabalhando. Até a aproximação ao aeroporto de destino, na que o controlador de aproximação (APP) não autorizará a estabelecer-nos no localizador (LOC), para que por meio da senda instrumental de aterrissagem (ILS) poder fazer de forma cômoda a tomada de terra. Explicado singelamente, assim seria um vôo.
Os vôos se podem fazer de duas maneiras: Instrumental (IFR) ou visual (VFR). Para realizar um vôo dentro do próprio país se usa a linguagem local. Se se sai fora, deve-se usar o idioma do país pelo que se voa ou o inglês.
Se a primeira vista tudo isto parece complicado, a prática faz que se converta num autêntico momento de desfrute. Em Espanha existe a Associação Espanhola de Aficionados à Simulação de Vôo (SIMUVUELO), que oferece cursos teóricos e práticos, para os que se queiram iniciar no tema. Os cursos se realizam no aeródromo virtual de "Quatro Ventos" (LECU) e duram um mês aproximadamente. Com esse curso, fica preparado para voar sem muitas dificuldades pela Rede.